O Artista Cibernético (Master Thesis – in Portuguese)

Após a conclusão dos meus estudos superiores em Música, sempre me revi nas obras de arte de vanguarda e na contemporaneidade, pelo que com um mundo cada vez mais global e uma sociedade de informação cada vez mais expandida, as minhas inquietações começaram a recair sobretudo nos problemas que a estética estaria a atravessar. A informática, essa, uma minha grande conhecida e aliada, era agora um elemento incontornável da música que começava a ser também um grande factor de inquietação devido ao testar dos seus limites e transcendências.

Com o contacto, desde cedo, tomado com os novos programas e linguagens informáticas que se propunham ser elas próprias compositoras de obras musicais, uma nova problemática estava lançada à estética: pode afinal uma inteligência artificial fazer arte? E, sendo assim, pode um computador ser um artista? Tendo isto em mente, ficou lançada a base para o que penso ser um estudo bastante curioso e frutífero.
Ao longo deste trabalho proponho-me a analisar este fenómeno de forma bastante directa. Começarei por introduzir o problema apresentando um resumo histórico do que é a composição algorítmica ao longo dos tempos, ilustrada com diversos exemplos, desde a antiguidade até aos nossos dias. Tentarei explicar como funciona um computador musicalmente e como pode ele compor. De seguida, apresento dois programas que considero paradigmáticos e que serão a base da minha análise: a Lexikon Sonate de Karlheinz Essl, e o Experiments in musical Intelligence de David Cope, explicando em que consistem e o seu funcionamento.

Numa segunda parte, central do trabalho, procuro confrontar estes dois estudos de caso com definições de arte e artista, adequadas ao contexto em que eles se inserem. Procuro perceber e explicar os fenómenos estéticos que decorrem da sua utilização.
Finalmente numa terceira parte, confronto a primeira com a segunda partes e tento analisar cada um dos programas por si, definindo a sua ontologia e procurando retirar ilações dos fenómenos em causa, chegando a uma conclusão sobre o seu estatuto.

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